quinta-feira, 28 de abril de 2022

UM CONVITE COM ARTE

 

O amigo Edward Kassab teve a amabilidade de me enviar um convite para o lançamento do seu último trabalho literário. Trata-se de uma obra dedicada ao artista madeirense Manuel Cunha brevemente nas livrarias madeirenses à disposição de quem queira engrandecer a sua cultura e o conhecimento dos artistas da nossa terra e não só!

Agradecimentos pelo seu cuidado e votos de sucesso de mais uma obra prima após os livros dedicados a Max Römer e à exposição na "Casa das Mudas". Venham mais noticias e mais trabalhos em próximo futuro.  

terça-feira, 22 de março de 2022

PORTA CONTENTORES "FELICITY ACE"

 

Fotografia do porta-contentores em chamas nos mares dos Açores antes do seu afundamento. O navio transportava no seu interior muitas viaturas topo de gama e dirigia-se para os EUA.

segunda-feira, 21 de março de 2022

DE LANCHA

 

Os velhos "gasolinas" faziam as suas travessias levando passageiros entre o cais da cidade e o porto do Funchal quando havia movimento marítimo que o justificasse.


A MENINA SOMBRINHA E O SENHOR GUARDA-CHUVA

 


A MENINA SOMBRINHA E O SENHOR GUARDA-CHUVA

(a história de uma casa do tempo na Floresta Negra e dos seus dois habitantes)    

  

 

A menina sombrinha passava o tempo a tratar das flores que tinha no parapeito da sua janela, ou a olhar o jardim onde cresciam rosas coloridas como um arco-íris. Cravos; miosótis; jasmins perfumados e outras flores de que não me lembra o nome. Com a sua sombrinha de renda branca, protegia o seu rosto alvo dos raios de Sol. As suas lindas faces rosadas eram como beijinhos que o astro dourado tocava na sua pele. Ela só saía à rua em dias claros e quentes mas tinha pena do seu vizinho que vivia a seu lado. Era era precisamente o contrário! Não gostava nada de sair em dias de Sol. Era o senhor guarda-chuva sempre sombrio, vivia isolado e com cara de poucos amigos. Vestia um fato preto com risquinhas brancas e um lacinho impecavelmente dobrado a contornar a sua camisa branca. Nunca saía para passear sem o seu inconfundível guarda-chuva preto, evitando molhar-se e passava grande parte do tempo à janela a espreitar as nuvens que passeavam pelo céu. Depois, fazia planos qual seria a melhor oportunidade para se fazer notar. Convenhamos, era um pouco vaidoso na maneira de vestir e aproveitava sempre para cumprimentar a sua vizinha com um sonoro: - Bom Diaaa… menina sombrinha! Nessa altura, a menina já se recolhia à sua pequenina habitação, falando sozinha com o seu coração.

 

- Que antipático o Senhor Guarda-chuva! Passa a vida a desejar chuva, vento forte para estragar as minhas queridas flores, deitar ao chão os vasos de orquídeas, destruir as pétalas das minhas perfumadas rosas. Hum! Não passa de um convencido a mostrar aos outros que o seu guarda-chuva é o mais encantador do mundo. Detesto, detesto o Senhor Guarda-chuva! 

 

Ora certo dia, lá pelos fins do verão, o seu vizinho deu conta que o jardim da menina sombrinha estava a secar. As flores bonitas e perfumadas apareciam caídas e com uma cor castanha amarelada. As suas rosas não passavam de espetos com espinhos, os cravos perderam a cor vermelha e os seus jasmins tombados sob a terra pareciam rogar que as ajudassem no seu suplício. Enchendo-se de coragem e ao final da tardinha, quando o céu ficava já sem brilho, e as estrelas corriam uma atrás das outras para ver quem brilhava mais, foi bater de mansinho à sua porta.

 

- Menina sombrinha? Menina sombrinha? Do outro lado, a vizinha respondeu:

 

- Quem é? Quem me chama?

 

- Sou eu o seu vizinho Senhor Guarda-chuva! Por favor, abra que lhe quero falar!…

 

Ela andou de um lado para outro, atrapalhada como se o momento fosse inoportuno, resmungando consigo mesma:

 

- Francamente Senhor Guarda-chuva! Que ideia essa de me vir falar a uma hora destas? E agora que faço eu? Dizia em voz baixinha. Abro!... Não abro!... É mesmo intratável… Mas por fim, após tantas idas e recuos, resolveu abrir a porta.

 

- Que quer vizinho?

- Ora, menina sombrinha queria ajudá-la com o seu jardim. Reparei da janela da minha casa que está tudo a ficar seco. As flores estão queimadas e as plantas suplicam água. Poderia fazer com que durante a noite, caísse umas gotinhas de água nas suas plantas. Iriam ficar de novo coloridas, os   campos, floridos e perfumados, tão a seu gosto. O que acha da minha ideia?

 

Ela ficou sem fala! Pensou, pensou, e de tanto pensar a sua cabecinha parecia o catavento que estava no cimo do telhado da casa, quando bate os ventos fortes e as tempestades. No seu coração, algo lhe dizia que afinal o seu vizinho não era tão má pessoa, como realmente julgava. Até teria boas intenções dando um pouco da sua chuva pelos campos, serras e lagos.  

Decidiu aceitar a ajuda do Senhor Guarda-chuva.

 

Logo nessa noite, uma chuva miudinha, caiu dos céus e pela manhã ao primeiro raiar do dia. Então da janela da sua casa, viu que as gotinhas de água tinham feito um verdadeiro milagre. O seu jardim estava de novo encantador, as plantas sorriam ao vento espalhando o seu perfume e os seus vasos da janela, pareciam querer beijá-la de agradecimento. Ao lado, o senhor de olhar severo e com cara de poucos amigos, espreitava.

 

Que encantadora é aquela menina sempre sorrindo e cantando, como se o mundo fosse só felicidade. Então, passou-lhe uma coisa pela cabeça e decidiu cumprimentá-la precisamente na hora em que ela dançava à volta das suas rosas.

- Muito bom dia, menina! Vejo que a minha chuva foi benéfica para as belas flores do seu jardim!

 

Ela sorriu, um sorriso meio envergonhado e agradeceu inclinando levemente a sua cabeça.

 

Obrigada! Fico muito agradecida pelo seu gesto. Realmente, hoje estão com outra vida, renasceram de novo. Inclinou a sua alva sombrinha de renda resguardando o seu rosto.

 

O vizinho propôs darem um passeio pelo campo, mas ela arranjou mil e uma desculpas que não podia viver sem o seu chapéu de estimação e que eram incompatíveis. Quando um estava à janela, o outro não poderia estar   na outra ao mesmo tempo. O que iriam as pessoas pensarem?

 

Então ele teve a ideia de lhe propor - Por que não, deixar em casa a sua sombrinha e eu, o meu guarda-chuva?

 

Poderíamos ambos usar um chapéu… ninguém iria reparar qual o tempo que iria fazer!

 

 

Ela achou boa ideia e ambos foram dar um passeio pelos campos. Ela, com um chapéu de palha coberto de margaridas. Ele com um chapéu alto próprio do seu estatuto de vaidoso.

 

 

Segundo se consta, parece que ele lhe pediu em casamento e ambos são vistos muitas vezes juntos na sua linda casinha de madeira.

 

 

Não sei se já repararam naqueles relógios de cuco. É precisamente numa casa rodeada de um lindo jardim que ainda hoje podemos ver a menina, perdão a senhora sombrinha em dias de bom tempo e o Senhor guarda- chuva nos dias em que vai chover. De resto parecem continuar a viver felizes como nunca! Espreitem, por favor!

CAM

sexta-feira, 18 de março de 2022

UM AMERICANO ATRAVESSA A CIDADE DO FUNCHAL

 

Um "americano" carruagem puxada por tração animal, atravessa a ponte de Santa Luzia rumo à Estação central do Pombal.

quinta-feira, 10 de março de 2022

PARANÓIAS NA NET

Hoje não se pode dar uma opinião na net que é de imediato criticado. Se publicarmos algo relativo a desporto e em especial ligado ao mundo do futebol, então prepare-se para receber toda uma panóplia de comentários dos mais ridículos aos mais agressivos que possam imaginar, mas se damos uma simples opinião e as opiniões são a nossa maneira de pensar de escrever ou de agir, então valha-nos São Gregório, pois teremos de ter muito estomago para aguentar com autenticas lavagens cerebrais. Melhor falando, não podemos ter opinião...   

terça-feira, 8 de março de 2022

SÃO LÁZARO E O CALHAU

 

Fotografia dos finais dos anos 60, do século passado. O antigo calhau junto à Ponte de São Lázaro era uma pequena praia de pedras basálticas onde varavam pequenos barcos de pesca e lanchas de recreio. Havia um estaleiro que dava apoio a reparações e limpeza junto ao pontão que se vê no centro da imagem. Tudo desapareceu com a construção da marina funchalense. 

segunda-feira, 7 de março de 2022

UM "AQUILA" E O "VENUS"

 

Esta é uma fotografia dos anos 50 do século passado. A imagem de um hidrovião da Aquila Airways e o navio "Venus" da companhia norueguesa Bergen Line, apesar das dobras no papel, não deixa de ser uma bela foto dos Perestrellos-Funchal. 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

A GUERRA E OS BURROS TEIMOSOS

É sempre assim! Quando eclodem os conflitos bélicos existem sempre acusações mútuas. A culpa é sempre do vizinho... Esta semana vi um cidadão ucraniano dizer que os políticos fazem as guerras e o povo é que sofre. É isso mesmo. As guerras têm sempre um fim,  seja comercial ou estratégico. Quando os burros puxam cada um para seu lado a corda tende a partir. Depois culpam-se uns aos outros mas não admitem que erram e fazem todo o tipo de crimes sobre os mais vulneráveis que neste caso são o povo. O povo é lixo no entender dos ditadores. Foi assim na Iª. Grande Guerra, foi assim na IIª. Guerra Mundial e continuará assim através dos tempos.    


GARAJAU - UMA AVE INSULAR

 



O nome deste blogue "Garajaus" tem a sua proveniência numa pequena ave marinha que existem com alguma abundância nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Na ilha da Madeira, mais concretamente na Ponta este da baía do Funchal, o enorme rochedo que contorna a própria baía tem o seu nome de "Ponta do Garajau" devido ao número elevado destas pequenas aves aquando do descobrimento do arquipélado. Sendo um rochedo em que ao ser contornado pelo mar, dá a conhecer o esplendor da cidade do Funchal, direi que é o nosso Cabo das Tormentas ou será o Cabo da Boa Esperança dos nossos dias conforme o que cada um possa interpretar.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

PICO CASTELO OU FORTALEZA DE SÃO JOÃO BAPTISTA



Fotografia tirada no final dos anos 60', do lado da Ribeira de São João. Do lado esquerdo, o autocarro da SAM à sombra dos velhos plátanos, perto da Fábrica Leacock. Ao fundo o casario e a Fortaleza do Pico com as suas antenas da Rádio naval do Funchal. Memórias da cidade do Funchal.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

LOJAS - UM ESTABELECIMENTO EMBLEMÁTICO

 

Fotografia dos anos 60 do século XX com imagem do estabelecimento LOJAS, esquina da Rua 31 de Janeiro e Fernão de Ornelas. 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

VILLA DE PITANXO

 

Um dia negro para a Galiza. 21 vítimas após o navio se ter afundado em poucos minutos. Três navios portugueses que se encontram na zona da Terra Nova ajudam no que podem, tentando resgatar os corpos dos que pereceram no Atlântico. O governo regional decretou 3 dias de luto mas as feridas, essas irão permanecer durante décadas nas famílias enlutadas.   

JORNADAS ROSALIANAS - POEMAS NAS RUAS

 

O Concelho de Vilalba lembrou-se de colocar poemas dedicados à mais importante poetisa galega Rosalía de Castro nos postes das ruas. Uma ideia original e divertida de dar a conhecer dezenas de poemas em língua galega e também em português. Pela cultura basta ter ideias brilhantes. Nem sempre o dinheiro é o mais importante!...

O PATO - JOÃO GILBERTO


O pato vinha cantando alegremente, qüem, qüem
Quando um marreco sorridente pediu
Pra entrar também no samba, no samba, no samba
O ganso gostou da dupla e fez também qüem, qüem, qüem
Olhou pro cisne e disse assim, vem vem
Que o quarteto ficará bem, muito bom, muito bem
Na beira da lagoa foram ensaiar
Para começar o tico-tico no fubá
A voz do pato era mesmo um desacato
Jogo de cena com o ganso era mato
Mas eu gostei do final quando caíram n'água
E ensaiando o vocal
Qüem, qüem, qüem, qüem
Qüem, qüem, qüem, qüem
Qüem, qüem, qüem, qüem
O pato vinha cantando alegremente, qüem, qüem
Quando um marreco sorridente pediu
Pra entrar também no samba, no samba, no samba
O ganso gostou da dupla e fez também qüem, qüem, qüem
Olhou pro cisne e disse assim, vem vem
Que o quarteto ficará bem, muito bom, muito bem
Na beira da lagoa foram ensaiar
Para começar o tico-tico no fubá
A voz do pato era mesmo um desacato
Jogo de cena com o ganso era mato
Mas eu gostei do final quando caíram n'água
E ensaiando o vocal
Qüem, qüem, qüem, qüem
Qüem, qüem, qüem, qüem
Qüem, qüem, qüem, qüem
Qüem, qüem, qüem, qüem
Qüem, qüem, qüem, qüem
Qüem, qüem, qüem, qüem
Qüem, qüem, qüem, qüem
Qüem, qüem, qüem, qüem

Compositores: Jayme Silva / Neuza Teixeira

A VER O MAR

 

A ver o mar!

Olha as ondas e a espuma que se desfaz nas pedras, sonha com barquinhos de papel a velejar e viaja pelo horizonte azul da água. Aquele poder da mente de uma criança feliz.

A VER GARAJAUS

 

Ali onde o mar acaba e a terra começa, na esquina da baía do Funchal a magia da cidade aparece  

UM CONVITE COM ARTE

  O amigo Edward Kassab teve a amabilidade de me enviar um convite para o lançamento do seu último trabalho literário. Trata-se de uma obra ...